segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Descubra as mentiras que o seu cérebro conta para você

Você não toma as próprias decisões - e boa parte do que vê não é real. É apenas uma ilusão criada pelo seu cérebro, que passa pelo menos 4 horas por dia enganando você. Conheça os truques que ele aplica - e saiba o que realmente acontece dentro da mente.

Você fica cego 4 horas por dia. Já foi enganado por um rótulo nesta semana. Tem preconceitos sobre todos os assuntos (por mais que ache que não). Toma decisões irracionais, que vão contra os seus interesses. Você não está no controle da própria mente. Mas não se preocupe: você é normal. Não é maluco e possui um cérebro perfeito, como o de qualquer outra pessoa. Só que ele inventa coisas para iludir você. Não é por mal. É só uma maneira de economizar energia.

O cérebro humano é o objeto mais complexo do Universo. Tem 100 bilhões de neurônios, que podem formar 100 trilhões de conexões. Se fosse possível criar um computador com o mesmo número de circuitos do cérebro, ele consumiria uma quantidade absurda de eletricidade: 60 milhões de watts por hora, segundo uma estimativa de cientistas da Universidade Stanford. É o equivalente a quatro usinas de Itaipu trabalhando simultaneamente. Mas o cérebro humano gasta pouquíssima energia - 20 watts, menos que uma lâmpada. E mesmo assim consegue fazer coisas extremamente sofisticadas, de que nenhum computador é capaz.

Só que isso tem um preço. O seu cérebro não consegue analisar as situações de forma completamente racional, avaliando todas as variáveis envolvidas em cada caso. Para fazer isso, ele precisaria de ainda mais circuitos - e muito mais energia. Mas, ao longo da evolução, a natureza encontrou uma solução: o cérebro pode mentir para seu dono. Sim, mentir. Descartar informações, manipular raciocínios e até inventar coisas que não existem. Dessa forma, é possível simplificar a realidade - e reduzir drasticamente o nível de processamento exigido dos neurônios. "São efeitos colaterais do funcionamento normal do cérebro", diz Suzana Herculano-Houzel, neurocientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Tudo começa pela visão. Você não percebe, mas o cérebro edita o que você vê. Das 16 horas por dia que uma pessoa passa acordada, em média, 4 horas são preenchidas por imagens "artificiais" - que não foram captadas pelos olhos, e sim criadas pelo cérebro.

O olho humano só capta imagens com clareza em uma pequena parte, a fóvea, que tem 1 milímetro de diâmetro e fica no centro da retina. Então, para compor a linda imagem que você está vendo agora, os seus olhos estão constantemente em movimento. Eles focam determinado ponto e depois pulam para o ponto seguinte. Cada um desses saltos tem duração de 0,2 segundo. Quer comprovar isso na prática? Na próxima vez em que você estiver conversando com uma pessoa, preste atenção nos olhos dela. Você irá perceber que eles se movimentam o tempo todo para escanear vários pontos do seu rosto.

O problema é que a cada pulo desses, enquanto os olhos estão se movendo para a próxima posição, o cérebro deixa de receber informação visual por 0,1 segundo. Durante esse tempo, você está cego. E, como nossos olhos fazem pelo menos 150 mil pulos todos os dias, o resultado são 4 horas diárias de cegueira involuntária. Você não percebe isso porque o cérebro preenche esses momentos com imagens artificiais, que dão a sensação de movimento contínuo. Mas que, na prática, você não viu.

Tem mais: o que você enxerga não é o que está acontecendo - e sim o que vai acontecer no futuro. É sério. Isso acontece porque a informação captada pelos olhos não é processada imediatamente. Ela tem de passar pelo nervo óptico e só depois chega ao cérebro. O processo leva frações de segundo, e você não pode esperar - um atraso na visão pode fazer com que você seja atropelado ao atravessar a rua, por exemplo. Então, o que faz o cérebro? Inventa. Analisa os movimentos de todas as coisas e fabrica uma imagem que não é real, contendo a posição em que cada coisa deverá estar 0,2 segundo no futuro. Você não vê o que está acontecendo agora, e sim uma estimativa do que irá acontecer daqui a 0,2 segundo.

As mentiras invadem a razão
Com R$ 1,10, você pode comprar um café e uma bala. O café custa R$ 1 a mais do que a bala. Quanto custa a bala? Responda rápido. Dez centavos, certo? Errado. Você acaba de ser enganado pelo próprio cérebro. Mas não está sozinho - mais da metade dos estudantes de universidades prestigiadas como Harvard, MIT e Princeton responderam a essa mesma pergunta e também erraram (entre alunos de instituições menos badaladas, o índice de erro é ainda maior, cerca de 80%). Essa charada é um dos exemplos citados no livro Thinking, Fast and Slow (Pensando, Rápido e Devagar, ainda sem versão em português), do psicólogo israelense Daniel Kahneman, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia por suas pesquisas sobre o comportamento humano.

Para Kahneman, o cérebro tem dois tipos de pensamento. O primeiro é rápido e intuitivo e confia na experiência, na memória e nos sentimentos para tomar decisões. O segundo é lento e analítico - e serve como uma espécie de guardião do primeiro.

Se estamos decidindo sobre o que comer, podemos ficar em dúvida entre um sanduíche e um prato de feijão. Mas por que essas duas opções, justo elas, surgiram como as alternativas válidas para o momento? Por que você não considerou um bacalhau com batatas? Por que não um sorvete de abacaxi? Porque o seu pensamento intuitivo já estava inclinado para optar pelo sanduba ou pelo feijão e restringiu previamente as escolhas antes mesmo que você se desse conta de que estava chegando a hora de almoçar. Do contrário, passaríamos horas avaliando todas as possíveis opções de refeição - e morreríamos de fome. Se o pensamento intuitivo não existisse, seria extremamente difícil escolher uma roupa ou responder a perguntas banais, do tipo "como você está?" ou "gostou do filme?". De certa forma, o pensamento intuitivo é o que nos diferencia dos robôs. E é ele que permite ao cérebro processar informações na velocidade necessária. "Ele é mais influente. É o autor secreto de muitas decisões e julgamentos que você faz", explica Kahneman no livro. Foi o pensamento intuitivo que apontou os dez centavos como resposta para o enigma do café. Só que ele mentiu para você. A resposta certa é R$ 0,05. Se a bala custasse R$ 0,10, o café custaria R$ 1,10 - e o total daria R$ 1,20.

Esse duelo entre os dois tipos de pensamento, o rápido-intuitivo e o lento-analítico, também tem uma explicação evolutiva. O córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelo processamento lógico, surgiu relativamente tarde na evolução da espécie humana - já as emoções e os instintos estavam com nossos ancestrais há muito mais tempo. Por isso elas são tão fortes e nos influenciam tanto. "A filosofia considera o ser humano um animal racional. Mas o que sabemos é que apenas em certas circunstâncias e à custa de muito esforço conseguimos ser racionais", afirma Vitor Haase, médico e professor de psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O pensamento intuitivo está sempre presente, até nas situações em que a racionalidade é supremamente importante. Um estudo de pesquisadores das universidades de Ben Gurion, em Israel, e Columbia, nos EUA, analisou o comportamento de juízes que deveriam decidir sobre a liberdade condicional de presos (um processo rápido, que leva 6 minutos). Em média, somente 35% dos condenados ganhavam a condicional. Mas os cientistas perceberam que os juízes eram muito mais benevolentes depois de comer. Quando eles tinham acabado de fazer uma refeição, a taxa de aprovação subia para 65%. Com o passar do tempo, a fome vinha chegando, e a concessão de liberdade condicional ia caindo. Minutos antes do próximo lanche, o índice de aprovação era quase zero.

Decidir sobre liberdade condicional e julgar a própria felicidade são tarefas complexas. Para avaliar todas as variáveis envolvidas, muitas delas subjetivas, o cérebro tenderia a ficar sobrecarregado. Por isso, ele usa atalhos. "Os nossos problemas são resolvidos no piloto automático, através de soluções que a cultura já embutiu no nosso cérebro", diz Haase.

Estudos têm revelado outra distorção: toda pessoa sempre tende ao otimismo, mesmo quando não há motivos para isso. A pesquisadora Tali Sharot, da University College London, gravou a atividade cerebral de voluntários enquanto eles imaginavam situações banais - como tirar uma carteira de identidade. Ela também pediu que os voluntários pensassem em coisas do passado. Os testes mostraram que as mesmas estruturas cerebrais são ativadas para recordar o passado e imaginar o futuro. Só que, ao imaginar o futuro, os voluntários criavam cenários magníficos - era o cérebro tentando colorir os eventos sem graça. "Cerca de 80% das pessoas têm tendência ao otimismo, algumas mais do que outras", diz ela. Para Tali, autora do livro Optimism Bias (O Viés do Otimismo, ainda sem versão em português), o otimismo é sempre mais comum que o pessimismo - seja qual for a faixa etária ou o grupo socioeconômico da pessoa. Assim, nunca acreditamos que algo vá dar errado - mesmo quando o mais racional seria pensar que sim. "As taxas de divórcio, por exemplo, chegam a 40%, 50%. Mas as pessoas que estão para casar sempre estimam suas chances de separação em o%", exemplifica Tali. Segundo ela, a inclinação natural ao otimismo também é um dos fatores que levaram à crise econômica global de 2008. "As pessoas achavam que o mercado continuaria subindo cada vez mais e ignoraram as evidências contrárias", afirma.

Ele está no controle
As manipulações criadas pelo cérebro afetam até a capacidade mais essencial do ser humano: tomar as próprias decisões. Quando você decide alguma coisa, na verdade o cérebro já decidiu - com uma antecedência que pode chegar a 10 segundos. Uma experiência feita no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, comprovou que as nossas escolhas são resolvidas pelo cérebro antes mesmo de chegarem à consciência. Voluntários foram colocados em frente a uma tela na qual era exibida uma sequência aleatória de letras. O voluntário tinha que escolher uma das letras e apertar um botão sempre que ela aparecesse. Os cientistas monitoraram o cérebro dos participantes durante o experimento. E chegaram a uma descoberta impressionante: 10 segundos antes de os voluntários escolherem uma letra, sinais elétricos correspondentes a essa decisão já apareciam nos córtices frontopolar e medial, as regiões do cérebro ligadas à tomada de decisões. Cinco segundos antes de o voluntário apertar o botão, o cérebro ativava os córtices motores, que controlam os movimentos do corpo. Isso significa que, 10 segundos antes de você fazer conscientemente uma escolha, o seu cérebro já tomou a decisão para você - e até já começou a mexer a sua mão.

"O indivíduo não é livre para escolher", afirma Renato Zamora Flores, professor de genética do comportamento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O cérebro restringe previamente as suas possíveis opções e, pior ainda, escolhe uma delas antes mesmo que você se dê conta. É possível lutar contra isso. Lembra-se daquele outro tipo de pensamento, o lento-analítico? Basta colocá-lo em ação. E isso você consegue tendo calma, refletindo sobre as coisas e duvidando das suas escolhas e opiniões. Os truques do cérebro são poderosos, mas não invencíveis. Agora que você sabe como funcionam, está muito mais preparado para lidar com eles - e se tornar realmente livre para tomar as próprias decisões.

por Alexandre de Santi; Colaboradores: Bianca Carneiro e Cristine Kist - http://super.abril.com.br/ciencia/descubra-mentiras-seu-cerebro-conta-voce-690379.shtml

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Por que mulheres insistem em relacionamentos complicados?


Um novo estudo tentou esclarecer por que algumas mulheres insistem em manter relacionamentos complicados, muitas vezes abusivos, com seu parceiro. Os pesquisadores descobriram que as mulheres psicologicamente abusadas conseguem ver traços positivos em seus abusadores mesmo assim.
Os pesquisadores analisaram cerca de 600 mulheres americanas de baixa-renda para descobrir os motivos pelos quais elas persistiam nesse tipo de relacionamento.
- 42% das mulheres declararam terem sido abusadas (sexualmente ou psicologicamente) pelos seus parceiros no último ano.
- A agressão psicológica era a mais comum, seguida por agressão física e, por último, abuso sexual.
- Um pequeno grupo de mulheres admitiu que seus parceiros eram realmente controladores (2,3% das entrevistadas). Pouco mais de 1% disse que eles tinham comportamento extremamente violento.
Mas, apesar desses dados, mais da metade das mulheres “abusadas” considerava que seus companheiros ainda possuíam traços de personalidade bons, logo, valia a pena continuar investindo na relação. 54% considerava seus maridos dependentes delas e 21% disseram que eles eram amáveis, mesmo sendo abusivos muitas vezes.
Baseados nos dados, os cientistas separaram os homens em três grupos: os dependentes e abusivos (44%) que poderiam ser carinhosos e tinham a menor quantidade de comportamento violento. Homens controladores (38%) possuíam uma tendência maior à violência. Os perigosamente abusivos (18%)tinham os maiores níveis de violência.
Segundo os cientistas, mais estudos serão necessários para entender as mulheres que são abusadas – mas os resultados atuais já irão ajudar aqueles que trabalham com serviço social relacionado à esse tipo de problema.
Fonte: LiveScience - http://hypescience.com/por-que-mulheres-insistem-em-relacionamentos-complicados/

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Energia do Pensamento!

ENERGIA DO PENSAMENTO

Muitas pessoas ainda acham que não existe essa coisa chamada de energia do pensamento, que pode influenciar nossa vida tanto assim.
Isso parece uma coisa muito mística para alguns, uma questão de fé e não de razão objetiva.
Pois vamos então raciocinar juntos a respeito do que seja energia.
Apesar de ser usada em vários contextos diferentes, o uso científico da palavra energia tem um significado bem definido e preciso: potencial inato para executar trabalho ou realizar uma ação.
Qualquer coisa que esteja trabalhando, movendo outro objeto ou aquecendo-o, por exemplo, está gastando (transferindo) energia.
Por exemplo, a energia potencial que é a energia armazenada. As águas de um rio têm energia potencial; uma pedra no alto de uma montanha também.
Quando a pedra rola, ou quando as águas do rio caem em cascata, sua energia potencial se transforma em energia cinética capaz de exercer força e movimentar outros corpos. A queima de um recurso natural - como a lenha, carvão ou petróleo - gera energia térmica, também chamada de calor.
Há também a energia radiante ou energia de radiações eletromagnéticas, como a luz e o calor do sol, as ondas de rádio e televisão, os raios X e as microondas.
Energia química é a energia liberada ou formada em uma reação química, como acontece nas pilhas e baterias.
Como foi visto então, duas das características mais importantes da energia são realmente a sua capacidade de transformação de uma forma para outra, e a constatação de que essas transformações podem ser controladas.
Por exemplo: quando ligamos o motor de um carro, a energia química da bateria se transforma em energia elétrica, que produzirá trabalho fazendo girar o motor. Em seguida, a energia potencial da gasolina se transformará em energia cinética e moverá os pistões que fazem as rodas girarem.
No corpo humano, a energia para seu funcionamento e movimento é obtida basicamente através da respiração (oxigênio) e da alimentação (comida e água). Esses são os combustíveis que farão a oxigenação do cérebro para que ocorram as sinapses (comunicação entre os neurônios) e que movimentarão os músculos para que o corpo possa se mover. Também é um tipo de energia que pode sofrer transformações controladas, no caso, pelos órgãos, músculos, etc.

Tudo em nosso mundo é energia!

E é a energia que não só movimenta, mas que dá origem a própria formação da matéria, como os elétrons, por exemplo.
Nosso corpo é energia, nosso mundo é energia, e até mesmo nosso pensamento é energia! Nosso pensamento produz impulsos elétricos em nosso cérebro através das sipapses (comunicação entre os neurônios). Energia elétrica essa, que pode ser medida no Eletroencefalograma, por exemplo;
Nos movemos na vida através e dentro da energia!
Se pudermos perceber o mundo e seus eventos como sendo eventos energéticos, talvez pudéssemos entender esses eventos de forma diferente.
Sabemos que uma das características mais importantes da energia é a sua capacidade de transformação de uma forma para outra, ou seja, uma energia inicial, pode movimentar algo que produzirá outra forma diferente de energia no processo.
Se compararmos então, essa capacidade energética de impulso e transformação ao que acontece quando pensamos, teremos um processo de causa e efeito que pode nos explicar o motivo pelo qual muitas vezes, nossos pensamentos e atitudes, colhem resultados bons ou maus.
Quando você pensa algo (energia cerebral) dará impulso a ação de falar ou agir conforme aquele pensamento. Sua energia do pensamento será transformada então, em movimento externo (palavras ou ações). Isso, vai interferir por exemplo, no mundo a sua volta, e também nas outras pessoas que ao receberem (escutar ou ver) essa energia (suas palavras e atitudes), transformarão em si mesmas esse impulso, numa resposta a você. E nem sempre a resposta que darão será agradável, e isso dependerá muito, da espécie de energia (pensamento) que você tenha usado para iniciar todo esse processo!
Mas lembre-se também, de que a energia do pensamento pode se transformar em energia de ação, mas pode também ser controlada. A energia do pensamento nesse caso, segue as mesmas leis da palavra energia usada cientificamente.
Por esse motivo, basicamente, é que repetimos e repetimos a nossos alunos:
Cuidado com a energia que emite ao externo através de seus impulsos mentais, ou seja, seus pensamentos!
Cuide de seus pensamentos, pois são eles os precursores de seus sentimentos, palavras e ações!
Não existe a tirania que alguns possam justificar como sendo: Ações impulsivas ou palavras impulsivas e sem controle.
Se houve o impulso energético, ele pode ser controlado e algumas vezes ele PRECISA ser controlado!
Coloque o amor na frente de tudo o que pensar e disser, pois a energia do amor, como é a forma de impulso mais positiva que há, pode transformar suas palavras em ações mais sábias, e sempre colherá efeitos positivos, pois a causa foi a mais positiva possível!
Coloque sempre o amor na frente!
Se tiver o impulso de dizer algo, observe se falará através do amor!
Caso contrário, prefira calar-se e transforme isso em amor imediatamente! Sem uma energia positiva como impulso, poderá colher e receber de volta uma energia bem negativa como resposta!

por:http://www.rashuah.com.br/textos_ajuda/energia_pensamento.htm
Este texto e assunto fazem parte do livro - Quando eu abrir os olhos

domingo, 13 de maio de 2012

O Poder da Maquiagem!!!

                                                                                                                                                          
 Um rosto feminino bem pintado pode tornar espécimes do “sexo forte” mais generosos, propensos a se deixar seduzir, e até mesmo alterar as capacidades cognitivas masculinas.
São poucas as mulheres que se arriscam a sair de casa sem pelo menos uma cor nos lábios – ou levar um batom na bolsa, para casos de “emergência”. Não por acaso, mesmo em tempos de crise, a indústria dos cosméticos continua próspera. Bases e corretivos para as olheiras, blush e gloss são usados todos os dias por milhões de consumidoras no mundo todo. E não há novidade nisso, trata-se de uma prática milenar. No fundo, prevalece a crença de que um rosto mais colorido é sinal de beleza e aparência saudável – e, em última instância, nos tornará aceitas e bem tratadas. O curioso é que essa percepção encontra respaldo científico. Já há alguns anos, pesquisadores têm se dedicado a entender como a ação dos cosméticos influi na percepção e no comportamento da maioria das pessoas, provocando a impressão de que mulheres maquiadas com discrição e sem exageros são mais competentes, seguras e emocionalmente estáveis.

E isso se deve, pelo menos em parte, aos cosméticos. Cremes e bases corretivas, por exemplo, deixam a pele mais lisa, aumentam sua firmeza e brilho e eliminam impurezas. Resultado: as pessoas parecem mais jovens e, principalmente, mais saudáveis. Durante uma experiência na Universidade de Aberdeen, na Escócia, vários rostos femininos foram fotografados e, posteriormente, algumas imagens, com diferentes tipos de pele, foram mostradas a um grupo de homens. Foi solicitado que indicassem as fotos que, em sua opinião, correspondiam a mulheres com pele mais sadia. Depois disso, veriam os rostos inteiros e poderiam avaliar se de fato eram bonitos.
A experiência revelou que peles consideradas mais saudáveis eram justamente das pessoas classificadas como mais atraentes. Também foi observado que, quando uma mulher usa base, é vista como mais bonita e em melhores condições de saúde. O pesquisador Robert Mulhern e seus colegas da Universidade de Buckinghamshire, na Grã-Bretanha, pediram a alguns homens que avaliassem a beleza do rosto de algumas mulheres, com idade entre 31 e 38 anos. Antes da sessão de fotos, todas foram submetidas a uma limpeza profunda da cútis. Para evitar distorções, as imagens mostravam apenas o rosto de cada voluntária, e o penteado era idêntico. De acordo com o caso, a maquiagem foi feita nos olhos, nos lábios, na pele, em todo o rosto ou optou-se por não aplicar absolutamente nada. Os homens e as mulheres que viam as fotos deveriam dizer o quanto a pessoa fotografada parecia atraente, usando para isso escalas de avaliação da beleza. Também lhes foi pedido que indicassem a foto que consideravam mais fascinante dentre as cinco de cada modelo. Como era de prever, as avaliações positivas foram feitas principalmente quando a pintura tinha sido aplicada simultaneamente nos lábios, olhos e pele. A maquiagem dos olhos tinha poder de atração mais forte, seguida da pele e dos lábios. Mas a impressão de beleza era maior se apenas uma área do rosto estivesse enfatizada.

Obviamente, o uso dos produtos cosméticos surgiu em uma época em que o ser humano já tinha parcialmente se distanciado do rastro evolucionista para agir segundo critérios culturais ou de livre escolha. Mas este rompimento na escala evolutiva da nossa espécie é ainda suficientemente próximo para nos deixar sempre sensíveis a esses indícios que outrora eram essenciais na busca de um parceiro: saúde, juventude, simetria no rosto e capacidade de inspirar confiança. Parece que os cosméticos, e particularmente a maquiagem, ainda são capazes de suscitar as sensações que no passado eram indispensáveis.

domingo, 25 de março de 2012

Pelo prisma da ansiedade!!!

Esse sentimento nos faz priorizar as informações negativas e examiná-las de forma detalhada
por Antonia P. Pacheco Unguetti

© Yobidaba/Shutterstock
Não é preciso ter depressão para acordarmos numa manhã qualquer e, sem motivo específico, nos sentirmos sem esperança no futuro e incapazes de lembrar eventos gratificantes. Uma simples falta de ânimo já é o suficiente para acionar uma espécie de filtro que faz nossa mente captar e recordar apenas informações negativas. É dessa forma que a ansiedade atua: direcionando a atenção para estímulos específicos (em geral negativos).

Para compreender se ela é um problema, é preciso observar como se manifesta. Há diferença entre ficar ansioso diante de uma situação que representa ameaça real e ter esse sentimento como um traço de personalidade. No primeiro caso, ela é normal e saudável, pois cumpre uma função adaptativa essencial para a existência. A ansiedade nos incita a focar toda atenção naquilo que nos preocupa em um momento específico, mantendo-nos alertas para que possamos nos prevenir de consequências que podem ser prejudiciais.
Pessoas com transtorno de ansiedade, no entanto, tendem a se fixar com frequência em informações irrelevantes. Chegam, por exemplo, a observar um mesmo ambiente repetidas vezes, à procura de estímulos ameaçadores que, uma vez localizados, são evitados e controlados com dificuldade. Elas interpretam informações de maneira desfavorável e são mais suscetíveis a pensamentos negativos. Esse comportamento interfere em praticamente todas as áreas de seu cotidiano.

Emoções e respostas

A ansiedade determina o tipo de informações que priorizamos e a forma como as interpretamos. Quando nos sentimos pressionados por alguma situação, a maioria de nós não é capaz de considerar mais de uma opção nem de acreditar que existem alternativas viáveis. No entanto, nos dias em que estamos felizes e otimistas, confiamos mais em nossas capacidades e a mente fica mais aberta para enxergar diferentes pontos de vista sobre o que nos preocupa. O problema pode ser o mesmo e talvez as opções sempre estejam ao alcance, mas a forma de processar as informações recebidas é sensivelmente diferente.
Essas diferentes maneiras de perceber o mundo são determinadas pelas emoções. De fato, alguns estados afetivos parecem moldar o funcionamento da mente para responder de maneira eficaz às demandas de uma situação. A ansiedade restringe o campo de visão da realidade e nos faz ver o mundo em “modo de ameaça”.
O modo como diferentes emoções acionam maneiras opostas de se processar uma mesma tarefa foi o tema de um de nossos experimentos. Selecionamos três grupos de estudantes para assistir a um vídeo que mostra um homem armado assaltando um banco. Em seguida, cada grupo visualizou, em separado, imagens com conteúdos emocionais diferentes: positivo (esportistas recebendo troféus, paisagens, famílias), negativo (acidentes, pessoas doentes, guerras) ou neutro (móveis, utensílios de cozinha). Após serem expostos a esses estímulos, os estudantes foram convidados a tentar reconhecer, entre fotos de vários homens, o rosto criminoso do vídeo.

Desempenhos diferentes

Os resultados mostraram que o grupo que havia visualizado as imagens com conteúdo positivo realizou o teste de forma mais eficiente. Todos os participantes do estudo haviam assistido ao vídeo do assalto e nenhum fora previamente avisado do que teria de fazer, mas os estímulos recebidos por cada grupo favoreceram ou complicaram a forma como a tarefa foi realizada.
A explicação dos resultados obtidos é simples, se considerarmos que o reconhecimento de um rosto requer um estilo de processamento global: nossa atenção apreende desde aspectos gerais, como tamanho ou formato da cabeça, o tipo do cabelo ou a cor dos olhos até algum detalhe que pareça tornar aquele rosto inconfundível, mas que de forma isolada não seria determinante. Os estímulos positivos parecem favorecer esse estilo de processamento, que é o mais adequado para realizar tarefas que exigem a observação de aspectos gerais – dessa forma, esse grupo obteve “vantagem” sobre os que receberam estímulos neutros ou apreensivos.
Após esse experimento, os mesmos voluntários foram convidados a participar de mais um teste. Dessa vez, a tarefa exigia a atenção em detalhes. Orientamos os participantes a encontrar diferenças em jogos do tipo “sete erros”. Os três grupos tiveram a mesma quantidade de tempo para localizar diferenças entre pares de imagens aparentemente iguais. Como a ansiedade incita a observar detalhes e informações aparentemente irrelevantes (que podem converter-se em ameaça), as pessoas do grupo em estado de ansiedade foram mais eficazes nessa tarefa, achando um maior número de diferenças em menos tempo que os outros grupos.
Essa pesquisa mostra como a ansiedade age sobre nossa capacidade de atenção: ela pode nos ajudar a localizar até a mais insignificante ameaça, mas também pode contribuir para que vivamos continuamente apreensivos.
 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Entusiasmo, a força que vem de dentro!

Além do significado que pode ser entendido como um estado de grande euforia e alegria, refletindo em uma consequente coragem, a palavra "entusiasmo" vem do grego e significa literalmente: "sopro divino" e ainda “o Deus que habita dentro”.
Etimologicamente falando, também acho linda a composição da palavra Entusiasmo. Entusiasmo é composto de 2 palavras do grego en + theos, que literalmente quer dizer "em Deus". Originalmente significava inspiração ou possessão por uma entidade divina ou pela presença de Deus.

Estar Cheio de Deus

Os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. Assim a pessoa entusiasmada era aquela que era possuída por um dos deuses. Ser entusiasmado é nada mais que estar CHEIO de DEUS.
Atualmente, uma pessoa entusiasmada está disposta a enfrentar dificuldades e desafios, não se deixando abater e transmitindo confiança aos demais ao seu redor. O entusiasmo pode portanto ser considerado como um estado de espírito otimista.

Mas o entusiasmo é diferente do otimismo. Otimismo significa acreditar que uma coisa vai dar certo. Talvez até torcer para que ela dê certo. Muita gente confunde otimismo com entusiasmo.

Um otimista tem pensamento positivo e acredita que uma coisa vai dar certo. Um entusiasta é aquela pessoa que acredita na sua capacidade de transformar as coisas, de fazer dar certo. Entusiasmada é a pessoa que acredita em si. Acredita nos outros. Acredita na força que as pessoas têm de transformar o seu próprio mundo e a sua própria realidade.
Um otimista “espera” que a coisa de certo. Um entusiasta “trabalha” para que dê certo pois ele acredita na sua capacidade de realizar, produzir, criar, construir.
Para tudo o que é feito na vida sempre é empregado uma dose de “emoção”, de energia, quer seja ela pequena ou quer seja ela grande. Assim no dia a dia as pessoas podem alocar entusiasmo em suas tarefas, em seus compromissos, em suas realizações e com isso promover uma grande revolução em seus resultados. Quem vive entusiasmado nos relacionamentos, no trabalho e na vida, provoca resultados muito diferentes daqueles que são apenas otimistas.

Exercício Simples

Sinta a diferença neste exercício simples realizado em 3 etapas:

- Vá em frente a um espelho e Diga: bom dia (com pouca emoção na sua voz).
- Na segunda vez, coloque um pouco mais vibração na voz ao dizer bom dia e perceba que até seus olhos irão ficar diferentes.
- Na Terceira etapa, dê um sorriso antes, diga bom dia com muita emoção na voz (aumentando o tom e a vibração) e perceba que seus olhos brilharam: Isto é entusiasmo.
Isto é contagioso!
Pessoas entusiasmadas mudam o mundo ao seu redor. Elas ajudam os outros a construírem seus sonhos e a realizar suas metas. Você mesmo já percebeu como é diferente e gostoso estar ao lado de uma pessoa entusiasmada? Como o entusiasmo dela te afeta positivamente? O próprio ambiente muda. Isso porque quando a pessoa se entusiasma, literalmente falando, ela se “ENCHE DE DEUS”, e DEUS é essa força interior, esse ESPÍRITO lindo que mora dentro do ser humano (falando em Criacionismo) e por isso todo o ambiente muda, pois uma pessoa entusiasmada está ativando de dentro dela mesma a força que mora dentro, ou seja, o próprio DEUS.
Uma pessoa entusiasmada que está todos dias conectada com DEUS, em relacionamento íntimo e fluente, é um agente de alegria, de esperança, fé e convicção. Seja um agente do entusiasmo, Libere o DEUS que habita dentro de você para transformar o mundo ao seu redor. Diga YES e viva com alegria a vida FENOMENAL que você tem direito.

Paulo Abreu - http://abreucoachinginstitute.com/coaching/89-entusiasmo-significado.html

domingo, 5 de fevereiro de 2012

                        Paixão, um diagnóstico
O encantamento de uma pessoa por outra pode ser acompanhado por exames de neuroimagem

Já faz algum tempo que amor e paixão deixaram de ser domínio dos poetas e filósofos e passaram a figurar no leque de temas de interesse da neurociência. Afinal, que propriedade do cérebro pode ser mais intrigante do que sua capacidade de se apaixonar por outro cérebro – e, claro, o corpo que o acompanha?

Com a tecnologia moderna, nada mais fácil do que colocar voluntários devidamente apaixonados dentro de um aparelho de ressonância magnética funcional e investigar que partes do cérebro se “acendem” quando o objeto do seu desejo é avistado – em comparação, por exemplo, à visão de outras pessoas igualmente bonitas, ou do mesmo sexo e idade, mas não tão especiais quanto aquela por quem o cérebro se apaixonou. O único problema é determinar, primeiro, quem de fato está devidamente apaixonado. Não é bem uma questão trivial, mesmo porque envolve um alto grau de honestidade para consigo mesmo que nem todos têm, e que não adianta querer ter. Para quem está em dúvida, eis uma pequena lista de critérios diagnósticos (de nenhum valor médico, por favor!):

- Pensamentos obsessivos e intrusivos a respeito de uma única pessoa, como se seu cérebro não conseguisse afastar sua ideia da mente;

- Motivação aumentada quanto a tudo o que puder colocá-lo na presença desta pessoa, seja atravessar a cidade para encontrá- la em um bar, reorganizar toda sua agenda da semana ou fazer mágicas para conseguir uma passagem de avião;

- Necessidade diminuída de sono, pois qualquer oportunidade de ficar acordado na presença daquela pessoa (ou de sua voz, ou avatar e texto em programas de mensagens instantâneas ou SMS) é agarrada com unhas e dentes;

- Sensação de euforia em sua presença, acompanhada de otimismo incorrigível e um sorriso bobo no rosto;

- Olhar fixado no outro, que rouba o foco da sua atenção e torna tudo ao redor irrelevante;

- Necessidade de tocar no outro, acompanhada de manifestações fisiológicas variadas (coração disparado, pele eletrizada, rosto ruborizado) e desejo sexual irresistível;

- Ideação constante sobre futuros possíveis com essa pessoa especial; e

- Angústia da separação, uma ansiedade terrível em resposta a meros pensamentos sobre distanciamento e eventualmente morte da pessoa em questão.

Quem já esteve profundamente apaixonado saberá se reconhecer aqui; quem está em dúvida pode tentar se “diagnosticar”. Pessoalmente, acho que a angústia da separação é um excelente critério de desambiguação. Faça uma lista mental de pessoas do seu conhecimento e – em segredo, e de maneira totalmente hipotética! – “mate-as” uma a uma. A morte do síndico do seu prédio ou de seu chefe não deve incomodá-lo muito; a morte de um tio talvez seja lamentável, mas suportável. Já a morte de um filho, ou daquela pessoa em especial... bingo!

Foi por causa dessa lista de características tão particulares que a antropóloga Helen Fisher, especialista em amor e paixão, propôs que esta fosse considerada não um sentimento ou emoção, mas um estado particular de hipermotivação e atenção focado na pessoa querida. Anos depois, a ressonância magnética confirmou: o cérebro apaixonado tem seu sistema de recompensa e motivação, centrado no estriado ventral, hiperativado por tudo o que é direta ou vagamente relacionado ao objeto do desejo. Tudo a seu respeito é maravilhoso, desejável e certamente digno dos maiores esforços.

Conhecer suas origens no estriado ventral torna a paixão menos maravilhosa? Nem um pouco, eu diria. Se esse pedacinho de nada do meu cérebro pode me fazer sentir assim... uau!

Suzana Herculano-Houzel é neurocientista, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/paixao_um_diagnostico.html