quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

7 passos para projetar seus objetivos em seu planejamento

Se você também tem dúvidas de como colocar em prática tudo o que se planejou, confira essas técnicas de coaching para te dar ânimo para realizar seus planos
O processo de coaching contribui para que você possa realizar seus sonhos, além de tornar possível o desenvolvimento de habilidades e competências dos indivíduos que se comprometem com o processo. Visto isso, selecionamos algumas técnicas de coaching propícias para essa época do ano.
 
 
Sabendo que muitas pessoas aproveitam o começo de um novo ano para ter novas atitudes. Vamos começar ajudando você a visualizar seu planejamento de uma forma diferente, conseguindo realizar muito mais a partir de sete passos para projetar seus objetivos:
 
1º passo: definindo o objetivo central.
Seja muito sincero consigo mesmo e formule qual é o objetivo que você deseja alcançar, pense no prazo que deseja realizá-lo, lembrando-se de que precisa ser um prazo realizável dentro de suas condições fisiológicas.
2º passo: visualize o último passo da realização do seu objetivo
Esse passo é importante para que você identifique qual será a evidência de que você alcançou o objetivo definido no passo anterior. Respire e veja você realizando seu objetivo.
3º passo: adapte a visualização exatamente do jeito que você quer que aconteça
Esse passo vai ajudar a esclarecer o seu objetivo para você mesmo. Pense no momento de ter realizado seu objetivo, idealize exatamente quais são as cores, o brilho, o cheiro, os efeitos sonoros, toda a sensação que teria ao realizar seu objetivo, como se estivesse assistindo a esse episódio.
4º passo: participe ativamente de sua visualização
No passo anterior você observou tudo como se estivesse em uma sala de cinema, agora imagine que está vivenciando tudo isso, sinta o sentimento positivo de realização.
5º passo: transfira a visualização para o futuro
Agora você não é mais o expectador da história, você a protagoniza e isso está acontecendo na data do seu planejamento inicial, ou seja, no futuro. Portanto aloque esse acontecimento na data que planeja realizar seu objetivo.
6º passo: volte de sua visualização e venha para os dias atuais
Esse passo é crucial para que a projeção seja mais assertiva possível. Depois de ter visualizado o objetivo, a sensação, a data que aconteceu e todos os passos anteriores, pense quais seriam as ações que levariam você alcançar seu objetivo. Não economize detalhes.
7º passo: volte ao presente
Retorne ao dia de hoje, com a certeza de que é totalmente possível realizar seu objetivo, pois já sabe exatamente quais passos você precisa dar para alcançá-lo.
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Mudança, algo necessário, Aceite!!!

Se nos tornamos dependentes das mudanças, e tentamos mudar coisas em nossas vidas antes de elas estarem prontas para isso, então estamos lutando em uma batalha perdida. De forma semelhante, se ficamos presos em conservar as coisas como estão, resistentes a toda e qualquer mudança em nossa vida, a batalha se mostra igualmente difícil e despropositada. Por outro lado, se aprendemos a aceitar o que está acontecendo, sem nos identificarmos com a necessidade de mudar ou manter as coisas, começa a ser criado um espaço em nossa vida para as coisas mudarem ou não, de acordo com as nossas reais necessidades.
Há duas energias arquetípicas primárias da vida, a mudança e a manutenção. Ambas são igualmente necessárias e ambas são partes de uma polaridade dinâmica com a qual podemos ou não cooperar. Quando aceitamos qualquer uma dessas, essas energias conseguem se manifestar de uma forma relativamente pura. Assim, a mudança pode ser considerada em termos de progresso, evolução, transformação e libertação. A manutenção, quando manifesta em seu estado cristalino, transmite eternidade, ritmo, paciência e a sensação de eternidade.
Quando resistimos e lutamos contra qualquer uma delas, mudança ou manutenção, e não aceitamos as coisas como são, então essas energias começam a se manifestar de uma forma distorcida. Nesse caso, as mudanças podem ser despropositadas, levando ao dispêndio de nossa energia, ficamos insensíveis às nossas necessidades e às necessidades alheias. Tomamo-nos destrutivos e não reconhecemos nossos limites com clareza. A manutenção, quando distorcida, leva à inércia e à indolência, à obstinação, à inflexibilidade, à covardia e ao medo do desconhecido, estrangula o fluxo natural da energia da vida.
Não é preciso dizer que há necessidade tanto das mudanças como da manutenção em nossa vida. Quando falamos sobre aceitação das coisas como elas são, permitindo que essas duas polaridades se manifestem em nossa vida, não significa que temos que aceitar cegamente algum tipo de destino predeterminado, nem que devemos nos tornar vítimas das circunstâncias. Pelo contrário, quando aprendemos a reconhecer o valor da verdadeira aceitação interior, essa conduta liberta nossa energia de modo que podemos mudar ou não uma certa situação, de acordo com o que é melhor para nós num determinado conjunto de circunstâncias. Claro, nem sempre é assim tão fácil, mas devemos procurar o nosso equilíbrio sem excluirmos nem a mudança nem a manutenção, buscando o que há de melhor nas duas.
Tudo muda o tempo todo. Essa é uma verdade fundamental da vida. Se estivéssemos prontos para aceitar essa "verdade", então não sentiríamos tanto medo e insegurança diante dos acontecimentos que parecem mudar rapidamente demais, nem perante situações aparentemente estagnadas. Como tudo muda, podemos perceber que essas coisas – sejam elas o que forem – também passarão. Às vezes, temos a sensação de que estamos presos e amarrados a uma relação que já não nos satisfaz – mas, lembre-se, tudo pode se modificar. Outras vezes, passamos por períodos de solidão porque não encontramos um bom relacionamento - mas, lembre-se, tudo pode se modificar. Podemos nos harmonizar com o fluxo natural da vida e aceitar as coisas como elas são. Só assim conseguimos compreender claramente as idas e vindas dos acontecimentos.
Tudo isso está muito bem, mas o grande problema é que a maioria das pessoas geralmente estão excessivamente apegadas ou identificadas com o desejo de mudança ou de estabilidade. Supondo que o seu relacionamento afetivo seja incrivelmente satisfatório - bem, certamente você não quer que isso se modifique, mas, se tentar manter as coisas exatamente como estão, não permitirá que a relação cresça e se modifique no seu ritmo natural e, por isso, ela logo se tornará estéril e inflexível. E, devido à estabilidade forçada, não será de qualquer maneira a mesma relação de antes. Provavelmente, essa estabilidade forçada acabará provocando modificações, contrariando tudo que você sempre planejou para esse relacionamento. Ou, quem sabe, você ainda não tenha conseguido desenvolver uma relação duradoura, e o seu desejo de mudar essa situação é tão intenso, que você está preso e vinculado à idéia de arranjar um parceiro, ao ponto de não conseguir pensar em outra coisa. Está tão apegado ao seu desejo que, ao surgir qualquer oportunidade, você tenta iniciar um novo relacionamento e faz de tudo para ele dar certo. Geralmente, as pessoas que se comportam dessa maneira são tão insistentes que as coisas simplesmente não acontecem, ou, quando acontecem, não duram. Novamente, o apego excessivo o deixa à deriva, e a vida, mais uma vez, "não deu certo"!
Contudo, quando abandonamos nossa insistência em mudar, ou manter, uma determinada situação, começamos a ver a situação como ela realmente é. Com esta nova visão de como a coisa é, torna-se possível escolher se devemos mudá-la ou não. Mas essa aceitação verdadeira tem que ser realmente sentida, realmente vivida, não pode ser apenas uma postura intelectual. Assim, quando a aceitação passa a ser vivenciada dessa maneira, as transformações têm espaço para acontecer.
Quando a dinâmica da vida é aceita conforme foi exposto acima, sem simplesmente nos resignarmos às circunstâncias, sempre tentando determinar nossas escolhas ativa e conscientemente, estamos mais aptos a compreender o significado interior dos acontecimentos. Quando aceitamos um fato, passamos a perceber mais claramente qual é a sua finalidade, por que as coisas são do jeito que são. Aí, adquirimos o direito de escolha, podemos determinar se deixaremos as coisas acontecerem ou se lutaremos contra a sua evolução de um modo mais impositivo.
Jamais conseguiremos nos livrar totalmente das experiências indesejáveis em nossa vida, portanto é melhor sabermos como aceitá-las. Na realidade, é muito comum as coisas piorarem quando tentamos lutar desesperadamente contra elas. Por outro lado, a aceitação da vida como ela é inclui dor, sofrimento e fracasso, experiências desagradáveis e momentos em que temos que tomar certas atitudes que nem sempre são exatamente o que gostaríamos de fazer. Aprendemos a controlar nossas energias e podemos usá-las a nosso favor em vez de utilizá-las contra nós mesmos. Por exemplo, se aceitamos que estamos passando por uma fase depressiva, temos muito mais condições de lidar com esse problema do que quando não aceitamos e tentamos ignorar a situação.
Nem sempre é possível modificar as condições externas, mas sempre podemos trabalhar as condições internas. Pode parecer paradoxal se nos apenas pensarmos nisto. Entretanto, quando começamos a agir sobre o problema, percebemos que sempre temos à disposição um meio de provocar modificações que é um ato de aceitação. Quando aceitamos as coisas como elas são, estamos abertos ao aprendizado. Se compreendida desta maneira, a aceitação passa a ser um dos melhores instrumentos de transformação.
Se pensarmos em uma experiência recente que tenha nos proporcionado muito prazer e alegria, recordando de todos os detalhes dessa experiência, os fatos agradáveis, quaisquer que tenham sido, ressurgirão em nossa consciência, trazendo com eles a sensação do prazer vivido naqueles momentos. É possível reviver experiências agradáveis, senti-las como se ainda estivessem acontecendo. Isso é saudável, algo que nos dá prazer e nos faz sentir bem. Contudo, podem surgir alguns problemas se ficarmos excessivamente apegados e presos às sensações de um determinado momento, ao ponto de só pensarmos nisso e de empregarmos todas as nossas energias tentando fazer as coisas acontecerem novamente.
Por outro lado, se nos recordamos de uma experiência "desagradável", acontecimentos que não nos provocaram bons sentimentos, e ficamos algum tempo revivendo todas as sensações, emoções e pensamentos que estão associados àquele momento, da mesma maneira podemos achar que essa experiência ainda está acontecendo. Esse tipo de comportamento também pode ser muito saudável, porque, embora não desejemos reviver momentos angustiantes e desagradáveis, se conseguirmos repensá-los isso nos ajudará a resolver os problemas associados a esse tipo de situação.
Tanto as experiências aparentemente positivas quanto as aparentemente negativas podem ser de grande valor. Na verdade, o que aprendemos com as experiências supostamente "desagradáveis" é que vai nos ajudar a crescer e a amadurecer, tornando-nos capazes de expressar o que realmente somos e o que realmente desejamos da vida. Para mergulhar verdadeiramente nas profundezas do nosso passado, trazendo à superfície experiências angustiantes e traumáticas, precisamos do acompanhamento de um bom psicoterapeuta ou guia, capaz de nos orientar ao longo desse processo. Mas com a simples aceitação desses dois tipos de experiência, passamos a ser pessoas mais completas, mais aptas a encarar o nosso futuro, qualquer que seja ele.
O poder de aceitar e mudar
Podemos usar o poder de nossa vontade e imaginação para provocar mudanças, ou para aceitar as coisas como elas são. Para qualquer uma dessas alternativas, precisamos ter a vontade para que elas aconteçam, seja através das mudanças provocadas ativamente ou através de um comportamento passivo que permite o desenrolar natural dos fatos. Também precisamos da nossa capacidade imaginativa para criarmos os novos ambientes que desejamos ou para mudarmos os velhos padrões do passado. Já aprendemos a utilizar esses poderes nos capítulos anteriores deste livro [o livro citado sendo "Psychosynthesis - The Elements and Beyond"]. Esses poderes são às vezes descritos como os poderes que nos tornam aptos a realizar mudanças da maneira que nos queremos. Mas também são esses poderes que nos ajudam a aceitar os momentos em que a atitude mais correta é não mudar as coisas.
Para isso tudo funcionar de maneira eficiente, também precisamos dos poderes do amor e da consciência. Sem a consciência, como saberíamos se nossas escolhas são "certas" ou não? Sem amor, como podemos ter certeza de que estamos fazendo a escolha mais "acertada", de acordo com as necessidades e energias das outras pessoas? Essas quatro energias - amor, consciência, vontade e imaginação - nos acompanham constantemente no decorrer de nossa vida, auxiliando-nos a realizar as ações que desejamos e que estão de acordo com a evolução da consciência planetária.
Essas energias se tornam particularmente importantes para nós quando atravessamos momentos de sofrimento, crise ou fracasso em nossa vida. São essas experiências que frequentemente nos levam a buscar a orientação de um psicoterapeuta especializado em psicossíntese ou outro tipo de terapeuta ou conselheiro. Na psicossíntese não tentamos "encobrir" a dor, dispersar a crise, nem ignorar o fracasso. Pelo contrário, reconhecemos o valor de tais experiências. É frequentemente com a aceitação do sofrimento, em todos os seus disfarces, que conseguimos conhecer um pouco mais sobre nós mesmos e liberar as energias criativas.
Todos já passaram pela experiência do fracasso em alguma ocasião de sua vida. Muitas pessoas fracassam com tanta freqüência que começam a se considerar o "fracasso em pessoa”. Nesse caso, é como se o fracasso as tivesse possuído em vez de elas apenas terem vivido uma experiência fracassada! Um indivíduo nessas circunstâncias já não consegue dizer "passei por uma determinada experiência e fracassei", mas os fatos passados assumem o controle e é mais provável que essa pessoa diga "eu sou um fracasso".
Quando passamos por uma situação em que fracassamos, ela pode causar a queda da nossa energia potencial. Por exemplo, podemos estar atravessando um período em que sentimos raiva, amargura e decepção. Não há nada de errado em ter esse tipo de sentimento, mas também é muito importante saber reconhecer o momento em que estamos preparados para prosseguir. Porém, isso só acontece quando deixamos o potencial criativo fluir novamente. Podemos dar o primeiro passo para nos libertarmos desse problema se simplesmente aceitarmos o fracasso emocional resultante.
Uma das técnicas mais eficientes para fazer isso chama-se “a consagração do obstáculo”. Para aceitarmos o fracasso, consagramos, abençoamos conscientemente o que quer que nos tenha impedido de atingir o sucesso. Depois de fazer isso, que não deve ser apenas uma "afirmação de boca", mas uma atitude real e completamente assumida, estamos prontos para seguir adiante.
Ao considerarmos tudo o que aprendemos com nosso aparente "fracasso", a idéia de "consagração de um obstáculo" já não nos parecerá tão estranha. É algo semelhante a amar os seus inimigos. Por exemplo, um fracasso nos dá a oportunidade de tentar de novo, só que dessa vez faremos as coisas muito melhor. Caso a situação em que fracassamos não possa se repetir por algum motivo, com a consagração do obstáculo podemos concluir que aquilo não era mesmo para ter acontecido. Assim não ficamos subordinados a algum tipo de destino impessoal e tomamos uma atitude de controle consciente, aprendemos a tomar nossas próprias decisões.
Tudo que fazemos em nossa vida, estejamos ou não conscientes disto, nós decidimos. Mesmo que essa afirmação não seja realmente uma "verdade", não há nada que conteste a sua veracidade. Se temos o poder de decidir nossa própria vida, quando as coisas não acontecem conforme desejamos, também devemos ter decidido algo sobre isso. Pode ser difícil aceitar e assimilar esse conceito a nível consciente, já que não estamos conscientes da atuação desse processo e devido ao fato de algumas subpersonalidades até insistirem na preservação dos vínculos com o sofrimento e o fracasso. Mas a Psicossíntese acredita que o eu interior, ou alma, sempre determina tudo que acontece conosco no decorrer de nossa existência.
Quando aprendemos a nos entregar ao sofrimento e ao fracasso, em vez de mergulharmos nele, sendo esmagados pela experiência, descobrimos que conseguimos superá-lo muito mais rapidamennte. Mas o primeiro estágio tem que ser a entrega à experiência, ao desenvolvimento completo dos acontecimentos. Isso é mais fácil dizer do que fazer, é claro, mas quando aprendemos a proceder dessa maneira, podemos escolher conscientemente de prosseguir. Então, em vez de ser vítima do sofrimento ou fracasso, temos sempre a possibilidade de nos perguntarmos: O que há de bom em tudo isso? O que posso aprender com essa situação?
As crises que enfrentamos na vida, embora não consigamos ver isto com muita clareza no momento em que ocorre uma crise, servem como impulsos genuínos que nos elevam a uma nova fase de desenvolvimento. As crises ocorrem habitualmente quando ainda estamos presos a um tipo de comportamento ou de crença ultrapassados, que deixaram de ser realmente úteis para nós e dos quais seria melhor se libertar. Geralmente, uma espécie de medo não nos deixa fazer isso. Então, começa a existir um acúmulo de energia e, se continuamos resistentes à mudança, entramos numa crise. É como se a crise, ou pelo menos sua energia, se originasse no superconsciente e de repente "batesse à porta" da personalidade. Podemos abrir ou resistir, e quanto mais resistimos, maior a quantidade de energia acumulada, até que, por fim, a porta é arrombada e acaba se abrindo de qualquer maneira. Assim surgem as crises.
Qualquer nova energia que tente emergir a nível consciente tem que ser primeiramente aceita e, depois, enraizada e expressada. Frequentemente, evitamos fazer isso porque sentimos medo. Podemos até não aprovar a situação em que estamos, mas preferimos encarar o diabo, que já é nosso conhecido, do que assumir o risco de explorar o desconhecido. Criamos bloqueios que impedem a manifestação dessas novas energias emergentes, bloqueios que nada mais são do que o medo da mudança. Logo, a energia gerada durante um processo de crise é, na realidade, nossa energia de sobrevivência que se caracteriza como resistência a uma nova experiência. Só quando nos aprofundamos o suficiente no processo é que percebemos que a nossa sobrevivência requer a mudança. Aí, conseguimos aceitar a nova situação e prosseguimos.
Frequentemente, o aspecto mais importante deste trabalho não é o que está acontecendo, mas nossas reações aos acontecimentos - portanto, pare e enfrente, seja lá o que for. Ao mesmo tempo, procure se desidentificar da situação para obter uma melhor perspectiva e uma noção da proporção exata de seus problemas. Avalie tanto os sucessos quanto os fracassos pelo que eles são - eventos que participam do seu desenvolvimento. Procure adquirir uma noção de perspectiva e proporção ao considerá-las; sempre perguntando a si mesmo: Quais são as minhas opções? Como posso fazer uso dessa situação para ampliar meu potencial criativo?
A transformação da energia
Se não aceitamos o sofrimento, os fracassos e as crises que enfrentamos ao longo da vida, frequentemente acabamos acumulando uma quantidade de energia que pode chegar a ser descarregada de maneira errada. Podemos nos tornar extremamente agressivos, por exemplo, e explodir por qualquer coisa, de maneira totalmente desproporcional ao que está realmente acontecendo. Ou nossas inseguranças, agressão e sofrimento podem ser projetados em outras pessoas, especialmente nos membros da familia, amigos e colegas de trabalho.
Todos nos temos a tendência, nesse tipo de circunstâncias, de projetar nos outros nossas próprias atitudes, impulsos e sentimentos. Por exemplo, se nos sentimos hostis com relação a alguém, é comum projetarmos a hostilidade que sentimos nessa pessoa e acharmos que ela é quem é agressiva conosco, nunca somos nós os responsáveis. Em conseqüência, ficamos na defensiva e nos sentimos ameaçados. Inicia-se um círculo vicioso. Se conseguirmos perceber que isso está acontecendo, devemos nos esforçar para "reassumir a projeção".
Temos que aceitar a verdade básica da vida de que tudo depende das nossas atitudes e determinações. Se somos agressivos com uma certa pessoa, ou se achamos (correta ou incorretamente) que alguém é agressivo conosco, o único jeito de mudarmos essa situação é através da nossa própria mudança. Temos que perceber que a nossa vontade é livre e que podemos decidir ser o que somos sem ter que fazer exigências e imposições a outras pessoas, sem projetar nossos "grilos" sobre elas. Só assim conquistamos liberdade para nos relacionarmos com essas pessoas de uma maneira mais harmoniosa, mais centrada. Quando procedemos dessa forma, observamos frequentemente que a situação se modifica e o conflito é resolvido.
A eficiência desse método pode ser surpreendente. Por exemplo, às vezes, tudo o que precisamos fazer é compartilhar o que estamos sentindo com as outras pessoas envolvidas. Se somos honestos e expressamos livremente os medos, sentimentos e pensamentos que nutrimos a respeito do conflito ou problema, constatamos que a energia se tranforma. De repente, já somos amigos outra vez, dividindo o compromisso comum de todos os seres humanos - ser sozinho e individual em essência e, simultaneamente, conectado a tudo e a todos. Esses momentos de verdadeira realização espiritual, que podem advir dos gestos mais simples, como falar sobre os nossos sentimentos, têm o poder de enriquecer e transformar nossa vida.
O mais importante disso tudo é constatarmos que existe um meio saudável de descarregarmos as energias acumuladas. É o mesmo no caso de uma agressão física. Não é necessário dar meia-volta e ir à casa do indivíduo tomar satisfações, por exemplo, e se atracar com ele - podemos descarregar toda essa maldita raiva em uma almofada. A satisfação gerada por esse ato, associada à real descarga de energia física, ilumina nossa consciência e nos estimula a prosseguir com escolhas mais claras e maior noção do que somos e fazemos.
Exercício: A consagração do obstáculo
Escolha um lugar onde você possa se sentar e ficar completamente relaxado, mas não a ponto de cair no sono. Respire profundamente e procure se centralizar, da forma que achar melhor.
Procure se lembrar de um momento recente que lhe tenha provocado sofrimento ou fracasso. Considere essa experiência profundamente, recorde-se dela com todos os seus detalhes, todos os pensamentos, sentimentos e sensações que isso tudo lhe causou. Permita-se realmente reviver o sofrimento associado a essa experiência.
Agora, imagine-se saindo desse quadro mental. Observe todos esses elementos de fora. Diga em voz alta: "Abençôo esse medo (ou qualquer outra coisa que tenha representado o sofrimento ou fracasso experimentados)".
Continue analisando os componentes dessa experiência, como se você fosse um observador desligado do sofrimento, fracasso, etc. Reafirme a sua consagração, em voz alta, mais algumas vezes. Enquanto faz isso, veja e sinta a memória dessa experiência se modificar. As circunstâncias se tornam mais leves e você está bem menos ligado a esses acontecimentos passados.
Conscientize-se de tudo que aprendeu ao executar o exercício proposto acima. Agora, você está livre e desimpedido, tome a decisão de prosseguir.
Will Parfitt
O artigo acima foi extraído do livro "Psychosynthesis – The Elements and Beyond” de Will Parfitt, Ed. PS Avalon, Glastonbury, Inglaterra – 2003. Veja também o livro em português “Elementos da Psicossíntese" de Will Parfitt, Ed. Ediouro, Rio de Janeiro - 1990
(#) Will Parfitt é Escritor, Psicoterapeuta, Cabalista. Concluiu sua especialização em psicossíntese em 1981, e possui grande experiência em outros métodos de auto-realização. Realiza workshops e seminários de treinamento nos aspectos práticos da psicologia esotérica e transpessoal, além de exercer a psicoterapia clínica. Veja também www.willparfitt.com.

Por:  http://www.psicossintese.org.br

quinta-feira, 13 de setembro de 2012


(...) Suavemente siga teu caminho.
Encontre Paz mesmo em meio a bagunça que naturalmente se instala sem deixar nenhum segundo para o silêncio.
O quanto for possível, ame, ame a ti e as pessoas, viva bem com quem te cerca, sem a necessidade de se humilhar.
Fale sempre a verdade, porém, seja uma criatura clara e suave.
Ouça pessoas, mesmo quando achar que são ignorantes e não possuem nenhum conhecimento, pois acredite, eles podem ter lindas histórias pra contar e esse pode ser o seu dia de sorte...
Viva e exclua pessoas exageradas da sua vida, sua alma ficará inquieta enquanto elas permanecerem por ai.

Quando quiser saber se está progredindo, olhe para sua própria história, pois se for olhar pra vida dos outros, ou ficará vaidoso demais ou terá uma enorme frustração, afinal, existem sim pessoas que progrediram mais que você, e existem as que não saíram do lugar!!!
Seja você em essência em todas as situações.
Se for agradar alguém, não faça isso pela pessoa, mais sim pelo bem que sentirá ao agradar..
Diga Te Amo, principalmente numa discussão, o amor sempre clareia a mente.
 Aceite que a perfeição não existe, porém, em nenhum momento deixe de fazer o melhor para sua vida.
Lembre-se que grande parte daquilo que teme, não passa de medo imaginário.
Seja doce consigo, mais discipline-se. A disciplina é o melhor método para alcançar objetivos.
Procure no dicionário o significado das palavras que usa no dia-a-dia, especialmente procure pelas palavras que utiliza para se rotular... vai descobrir que grande parte do que diz, não é exatamente o que gostaria de dizer.
Estar neste mundo é um direito seu.
Ser Feliz é uma obrigação inerente a tua alma... qualquer coisa que faça ao contrário de ser Feliz fará com que sofra.

Sorria a vida é um lindo espetáculo, só é necessário escrever melhor o roteiro! (...)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Descubra as mentiras que o seu cérebro conta para você

Você não toma as próprias decisões - e boa parte do que vê não é real. É apenas uma ilusão criada pelo seu cérebro, que passa pelo menos 4 horas por dia enganando você. Conheça os truques que ele aplica - e saiba o que realmente acontece dentro da mente.

Você fica cego 4 horas por dia. Já foi enganado por um rótulo nesta semana. Tem preconceitos sobre todos os assuntos (por mais que ache que não). Toma decisões irracionais, que vão contra os seus interesses. Você não está no controle da própria mente. Mas não se preocupe: você é normal. Não é maluco e possui um cérebro perfeito, como o de qualquer outra pessoa. Só que ele inventa coisas para iludir você. Não é por mal. É só uma maneira de economizar energia.

O cérebro humano é o objeto mais complexo do Universo. Tem 100 bilhões de neurônios, que podem formar 100 trilhões de conexões. Se fosse possível criar um computador com o mesmo número de circuitos do cérebro, ele consumiria uma quantidade absurda de eletricidade: 60 milhões de watts por hora, segundo uma estimativa de cientistas da Universidade Stanford. É o equivalente a quatro usinas de Itaipu trabalhando simultaneamente. Mas o cérebro humano gasta pouquíssima energia - 20 watts, menos que uma lâmpada. E mesmo assim consegue fazer coisas extremamente sofisticadas, de que nenhum computador é capaz.

Só que isso tem um preço. O seu cérebro não consegue analisar as situações de forma completamente racional, avaliando todas as variáveis envolvidas em cada caso. Para fazer isso, ele precisaria de ainda mais circuitos - e muito mais energia. Mas, ao longo da evolução, a natureza encontrou uma solução: o cérebro pode mentir para seu dono. Sim, mentir. Descartar informações, manipular raciocínios e até inventar coisas que não existem. Dessa forma, é possível simplificar a realidade - e reduzir drasticamente o nível de processamento exigido dos neurônios. "São efeitos colaterais do funcionamento normal do cérebro", diz Suzana Herculano-Houzel, neurocientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Tudo começa pela visão. Você não percebe, mas o cérebro edita o que você vê. Das 16 horas por dia que uma pessoa passa acordada, em média, 4 horas são preenchidas por imagens "artificiais" - que não foram captadas pelos olhos, e sim criadas pelo cérebro.

O olho humano só capta imagens com clareza em uma pequena parte, a fóvea, que tem 1 milímetro de diâmetro e fica no centro da retina. Então, para compor a linda imagem que você está vendo agora, os seus olhos estão constantemente em movimento. Eles focam determinado ponto e depois pulam para o ponto seguinte. Cada um desses saltos tem duração de 0,2 segundo. Quer comprovar isso na prática? Na próxima vez em que você estiver conversando com uma pessoa, preste atenção nos olhos dela. Você irá perceber que eles se movimentam o tempo todo para escanear vários pontos do seu rosto.

O problema é que a cada pulo desses, enquanto os olhos estão se movendo para a próxima posição, o cérebro deixa de receber informação visual por 0,1 segundo. Durante esse tempo, você está cego. E, como nossos olhos fazem pelo menos 150 mil pulos todos os dias, o resultado são 4 horas diárias de cegueira involuntária. Você não percebe isso porque o cérebro preenche esses momentos com imagens artificiais, que dão a sensação de movimento contínuo. Mas que, na prática, você não viu.

Tem mais: o que você enxerga não é o que está acontecendo - e sim o que vai acontecer no futuro. É sério. Isso acontece porque a informação captada pelos olhos não é processada imediatamente. Ela tem de passar pelo nervo óptico e só depois chega ao cérebro. O processo leva frações de segundo, e você não pode esperar - um atraso na visão pode fazer com que você seja atropelado ao atravessar a rua, por exemplo. Então, o que faz o cérebro? Inventa. Analisa os movimentos de todas as coisas e fabrica uma imagem que não é real, contendo a posição em que cada coisa deverá estar 0,2 segundo no futuro. Você não vê o que está acontecendo agora, e sim uma estimativa do que irá acontecer daqui a 0,2 segundo.

As mentiras invadem a razão
Com R$ 1,10, você pode comprar um café e uma bala. O café custa R$ 1 a mais do que a bala. Quanto custa a bala? Responda rápido. Dez centavos, certo? Errado. Você acaba de ser enganado pelo próprio cérebro. Mas não está sozinho - mais da metade dos estudantes de universidades prestigiadas como Harvard, MIT e Princeton responderam a essa mesma pergunta e também erraram (entre alunos de instituições menos badaladas, o índice de erro é ainda maior, cerca de 80%). Essa charada é um dos exemplos citados no livro Thinking, Fast and Slow (Pensando, Rápido e Devagar, ainda sem versão em português), do psicólogo israelense Daniel Kahneman, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia por suas pesquisas sobre o comportamento humano.

Para Kahneman, o cérebro tem dois tipos de pensamento. O primeiro é rápido e intuitivo e confia na experiência, na memória e nos sentimentos para tomar decisões. O segundo é lento e analítico - e serve como uma espécie de guardião do primeiro.

Se estamos decidindo sobre o que comer, podemos ficar em dúvida entre um sanduíche e um prato de feijão. Mas por que essas duas opções, justo elas, surgiram como as alternativas válidas para o momento? Por que você não considerou um bacalhau com batatas? Por que não um sorvete de abacaxi? Porque o seu pensamento intuitivo já estava inclinado para optar pelo sanduba ou pelo feijão e restringiu previamente as escolhas antes mesmo que você se desse conta de que estava chegando a hora de almoçar. Do contrário, passaríamos horas avaliando todas as possíveis opções de refeição - e morreríamos de fome. Se o pensamento intuitivo não existisse, seria extremamente difícil escolher uma roupa ou responder a perguntas banais, do tipo "como você está?" ou "gostou do filme?". De certa forma, o pensamento intuitivo é o que nos diferencia dos robôs. E é ele que permite ao cérebro processar informações na velocidade necessária. "Ele é mais influente. É o autor secreto de muitas decisões e julgamentos que você faz", explica Kahneman no livro. Foi o pensamento intuitivo que apontou os dez centavos como resposta para o enigma do café. Só que ele mentiu para você. A resposta certa é R$ 0,05. Se a bala custasse R$ 0,10, o café custaria R$ 1,10 - e o total daria R$ 1,20.

Esse duelo entre os dois tipos de pensamento, o rápido-intuitivo e o lento-analítico, também tem uma explicação evolutiva. O córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelo processamento lógico, surgiu relativamente tarde na evolução da espécie humana - já as emoções e os instintos estavam com nossos ancestrais há muito mais tempo. Por isso elas são tão fortes e nos influenciam tanto. "A filosofia considera o ser humano um animal racional. Mas o que sabemos é que apenas em certas circunstâncias e à custa de muito esforço conseguimos ser racionais", afirma Vitor Haase, médico e professor de psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O pensamento intuitivo está sempre presente, até nas situações em que a racionalidade é supremamente importante. Um estudo de pesquisadores das universidades de Ben Gurion, em Israel, e Columbia, nos EUA, analisou o comportamento de juízes que deveriam decidir sobre a liberdade condicional de presos (um processo rápido, que leva 6 minutos). Em média, somente 35% dos condenados ganhavam a condicional. Mas os cientistas perceberam que os juízes eram muito mais benevolentes depois de comer. Quando eles tinham acabado de fazer uma refeição, a taxa de aprovação subia para 65%. Com o passar do tempo, a fome vinha chegando, e a concessão de liberdade condicional ia caindo. Minutos antes do próximo lanche, o índice de aprovação era quase zero.

Decidir sobre liberdade condicional e julgar a própria felicidade são tarefas complexas. Para avaliar todas as variáveis envolvidas, muitas delas subjetivas, o cérebro tenderia a ficar sobrecarregado. Por isso, ele usa atalhos. "Os nossos problemas são resolvidos no piloto automático, através de soluções que a cultura já embutiu no nosso cérebro", diz Haase.

Estudos têm revelado outra distorção: toda pessoa sempre tende ao otimismo, mesmo quando não há motivos para isso. A pesquisadora Tali Sharot, da University College London, gravou a atividade cerebral de voluntários enquanto eles imaginavam situações banais - como tirar uma carteira de identidade. Ela também pediu que os voluntários pensassem em coisas do passado. Os testes mostraram que as mesmas estruturas cerebrais são ativadas para recordar o passado e imaginar o futuro. Só que, ao imaginar o futuro, os voluntários criavam cenários magníficos - era o cérebro tentando colorir os eventos sem graça. "Cerca de 80% das pessoas têm tendência ao otimismo, algumas mais do que outras", diz ela. Para Tali, autora do livro Optimism Bias (O Viés do Otimismo, ainda sem versão em português), o otimismo é sempre mais comum que o pessimismo - seja qual for a faixa etária ou o grupo socioeconômico da pessoa. Assim, nunca acreditamos que algo vá dar errado - mesmo quando o mais racional seria pensar que sim. "As taxas de divórcio, por exemplo, chegam a 40%, 50%. Mas as pessoas que estão para casar sempre estimam suas chances de separação em o%", exemplifica Tali. Segundo ela, a inclinação natural ao otimismo também é um dos fatores que levaram à crise econômica global de 2008. "As pessoas achavam que o mercado continuaria subindo cada vez mais e ignoraram as evidências contrárias", afirma.

Ele está no controle
As manipulações criadas pelo cérebro afetam até a capacidade mais essencial do ser humano: tomar as próprias decisões. Quando você decide alguma coisa, na verdade o cérebro já decidiu - com uma antecedência que pode chegar a 10 segundos. Uma experiência feita no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, comprovou que as nossas escolhas são resolvidas pelo cérebro antes mesmo de chegarem à consciência. Voluntários foram colocados em frente a uma tela na qual era exibida uma sequência aleatória de letras. O voluntário tinha que escolher uma das letras e apertar um botão sempre que ela aparecesse. Os cientistas monitoraram o cérebro dos participantes durante o experimento. E chegaram a uma descoberta impressionante: 10 segundos antes de os voluntários escolherem uma letra, sinais elétricos correspondentes a essa decisão já apareciam nos córtices frontopolar e medial, as regiões do cérebro ligadas à tomada de decisões. Cinco segundos antes de o voluntário apertar o botão, o cérebro ativava os córtices motores, que controlam os movimentos do corpo. Isso significa que, 10 segundos antes de você fazer conscientemente uma escolha, o seu cérebro já tomou a decisão para você - e até já começou a mexer a sua mão.

"O indivíduo não é livre para escolher", afirma Renato Zamora Flores, professor de genética do comportamento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O cérebro restringe previamente as suas possíveis opções e, pior ainda, escolhe uma delas antes mesmo que você se dê conta. É possível lutar contra isso. Lembra-se daquele outro tipo de pensamento, o lento-analítico? Basta colocá-lo em ação. E isso você consegue tendo calma, refletindo sobre as coisas e duvidando das suas escolhas e opiniões. Os truques do cérebro são poderosos, mas não invencíveis. Agora que você sabe como funcionam, está muito mais preparado para lidar com eles - e se tornar realmente livre para tomar as próprias decisões.

por Alexandre de Santi; Colaboradores: Bianca Carneiro e Cristine Kist - http://super.abril.com.br/ciencia/descubra-mentiras-seu-cerebro-conta-voce-690379.shtml

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Por que mulheres insistem em relacionamentos complicados?


Um novo estudo tentou esclarecer por que algumas mulheres insistem em manter relacionamentos complicados, muitas vezes abusivos, com seu parceiro. Os pesquisadores descobriram que as mulheres psicologicamente abusadas conseguem ver traços positivos em seus abusadores mesmo assim.
Os pesquisadores analisaram cerca de 600 mulheres americanas de baixa-renda para descobrir os motivos pelos quais elas persistiam nesse tipo de relacionamento.
- 42% das mulheres declararam terem sido abusadas (sexualmente ou psicologicamente) pelos seus parceiros no último ano.
- A agressão psicológica era a mais comum, seguida por agressão física e, por último, abuso sexual.
- Um pequeno grupo de mulheres admitiu que seus parceiros eram realmente controladores (2,3% das entrevistadas). Pouco mais de 1% disse que eles tinham comportamento extremamente violento.
Mas, apesar desses dados, mais da metade das mulheres “abusadas” considerava que seus companheiros ainda possuíam traços de personalidade bons, logo, valia a pena continuar investindo na relação. 54% considerava seus maridos dependentes delas e 21% disseram que eles eram amáveis, mesmo sendo abusivos muitas vezes.
Baseados nos dados, os cientistas separaram os homens em três grupos: os dependentes e abusivos (44%) que poderiam ser carinhosos e tinham a menor quantidade de comportamento violento. Homens controladores (38%) possuíam uma tendência maior à violência. Os perigosamente abusivos (18%)tinham os maiores níveis de violência.
Segundo os cientistas, mais estudos serão necessários para entender as mulheres que são abusadas – mas os resultados atuais já irão ajudar aqueles que trabalham com serviço social relacionado à esse tipo de problema.
Fonte: LiveScience - http://hypescience.com/por-que-mulheres-insistem-em-relacionamentos-complicados/

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Energia do Pensamento!

ENERGIA DO PENSAMENTO

Muitas pessoas ainda acham que não existe essa coisa chamada de energia do pensamento, que pode influenciar nossa vida tanto assim.
Isso parece uma coisa muito mística para alguns, uma questão de fé e não de razão objetiva.
Pois vamos então raciocinar juntos a respeito do que seja energia.
Apesar de ser usada em vários contextos diferentes, o uso científico da palavra energia tem um significado bem definido e preciso: potencial inato para executar trabalho ou realizar uma ação.
Qualquer coisa que esteja trabalhando, movendo outro objeto ou aquecendo-o, por exemplo, está gastando (transferindo) energia.
Por exemplo, a energia potencial que é a energia armazenada. As águas de um rio têm energia potencial; uma pedra no alto de uma montanha também.
Quando a pedra rola, ou quando as águas do rio caem em cascata, sua energia potencial se transforma em energia cinética capaz de exercer força e movimentar outros corpos. A queima de um recurso natural - como a lenha, carvão ou petróleo - gera energia térmica, também chamada de calor.
Há também a energia radiante ou energia de radiações eletromagnéticas, como a luz e o calor do sol, as ondas de rádio e televisão, os raios X e as microondas.
Energia química é a energia liberada ou formada em uma reação química, como acontece nas pilhas e baterias.
Como foi visto então, duas das características mais importantes da energia são realmente a sua capacidade de transformação de uma forma para outra, e a constatação de que essas transformações podem ser controladas.
Por exemplo: quando ligamos o motor de um carro, a energia química da bateria se transforma em energia elétrica, que produzirá trabalho fazendo girar o motor. Em seguida, a energia potencial da gasolina se transformará em energia cinética e moverá os pistões que fazem as rodas girarem.
No corpo humano, a energia para seu funcionamento e movimento é obtida basicamente através da respiração (oxigênio) e da alimentação (comida e água). Esses são os combustíveis que farão a oxigenação do cérebro para que ocorram as sinapses (comunicação entre os neurônios) e que movimentarão os músculos para que o corpo possa se mover. Também é um tipo de energia que pode sofrer transformações controladas, no caso, pelos órgãos, músculos, etc.

Tudo em nosso mundo é energia!

E é a energia que não só movimenta, mas que dá origem a própria formação da matéria, como os elétrons, por exemplo.
Nosso corpo é energia, nosso mundo é energia, e até mesmo nosso pensamento é energia! Nosso pensamento produz impulsos elétricos em nosso cérebro através das sipapses (comunicação entre os neurônios). Energia elétrica essa, que pode ser medida no Eletroencefalograma, por exemplo;
Nos movemos na vida através e dentro da energia!
Se pudermos perceber o mundo e seus eventos como sendo eventos energéticos, talvez pudéssemos entender esses eventos de forma diferente.
Sabemos que uma das características mais importantes da energia é a sua capacidade de transformação de uma forma para outra, ou seja, uma energia inicial, pode movimentar algo que produzirá outra forma diferente de energia no processo.
Se compararmos então, essa capacidade energética de impulso e transformação ao que acontece quando pensamos, teremos um processo de causa e efeito que pode nos explicar o motivo pelo qual muitas vezes, nossos pensamentos e atitudes, colhem resultados bons ou maus.
Quando você pensa algo (energia cerebral) dará impulso a ação de falar ou agir conforme aquele pensamento. Sua energia do pensamento será transformada então, em movimento externo (palavras ou ações). Isso, vai interferir por exemplo, no mundo a sua volta, e também nas outras pessoas que ao receberem (escutar ou ver) essa energia (suas palavras e atitudes), transformarão em si mesmas esse impulso, numa resposta a você. E nem sempre a resposta que darão será agradável, e isso dependerá muito, da espécie de energia (pensamento) que você tenha usado para iniciar todo esse processo!
Mas lembre-se também, de que a energia do pensamento pode se transformar em energia de ação, mas pode também ser controlada. A energia do pensamento nesse caso, segue as mesmas leis da palavra energia usada cientificamente.
Por esse motivo, basicamente, é que repetimos e repetimos a nossos alunos:
Cuidado com a energia que emite ao externo através de seus impulsos mentais, ou seja, seus pensamentos!
Cuide de seus pensamentos, pois são eles os precursores de seus sentimentos, palavras e ações!
Não existe a tirania que alguns possam justificar como sendo: Ações impulsivas ou palavras impulsivas e sem controle.
Se houve o impulso energético, ele pode ser controlado e algumas vezes ele PRECISA ser controlado!
Coloque o amor na frente de tudo o que pensar e disser, pois a energia do amor, como é a forma de impulso mais positiva que há, pode transformar suas palavras em ações mais sábias, e sempre colherá efeitos positivos, pois a causa foi a mais positiva possível!
Coloque sempre o amor na frente!
Se tiver o impulso de dizer algo, observe se falará através do amor!
Caso contrário, prefira calar-se e transforme isso em amor imediatamente! Sem uma energia positiva como impulso, poderá colher e receber de volta uma energia bem negativa como resposta!

por:http://www.rashuah.com.br/textos_ajuda/energia_pensamento.htm
Este texto e assunto fazem parte do livro - Quando eu abrir os olhos